"Hipertexto é uma forma
diferente de literatura em que o uso do computador transcende a linearidade, os
limites e as qualidades da tradicional forma de escrita de textos”. (Landow,
G., Delany, P. (1991), Hypermedia and Literary Studies.)
Um tipo de dicionário ilimitado em que um texto está
inserido em outro completando integralmente a pesquisa do leitor.
O pesquisador pode copiar, colar, além de conhecer novos
textos e fazer novas anotações. Algo como um bloco de anotações mas, muito bem ordenado.
Segundo Lemos, os hipertextos são
informações textuais combinadas com imagens e sons, organizadas de forma a
promover uma leitura não-linear, baseada em indexações e associações de ideias
e conceitos, sob a forma de links. Os links funcionam como portas virtuais que
abrem caminhos para outras informações. O hipertexto é uma obra com várias
entradas, onde o leitor/navegador escolhe seu percurso pelos links.
Com toda essa “mobilidade”, os
hipertextos podem afetar, também, a forma de atuação do professor e do aluno. O
aluno, tal como o leitor do hipertexto, torna-se mais ativamente participante
em relação ao processo de aquisição de conhecimentos, pelo fato de lhe ser
facultado elaborar livremente, sob a sua própria responsabilidade, trajetos de
seu interesse, acessando, sequenciando, derivando significados novos e
acrescentando comentários pessoais às informações que lhe possam ser
apresentadas. A aprendizagem acontece de forma incidental e por
descoberta, pois ao tentar localizar uma informação, os usuários de hipertexto,
participam ativamente de um processo de busca e construção do conhecimento,
forma de aprendizagem considerada como mais duradoura e transferível do que
aquela direta e explicita.
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