“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu”, frase
de Rubem Alves que traduz perfeitamente o ato de educar.
As crianças do século XXI são diferentes das do século
passado, pois nascem e crescem em mundos diferentes, com costumes diferentes,
com mais tecnologia informatizando e
tornando as crianças “precoces” agindo completamente diferente do que as
crianças de antigamente. Portanto aquilo que as crianças têm de aprender hoje
está diretamente ligado às suas vidas, seja a partir dos pais dentro da própria
casa ou com os colegas na escola.
Vivemos em um
mundo repleto de inovações tecnológicas. A cada dia novas e variadas formas de
informação e comunicação invadem nossas vidas: ipods , iphones, celulares,
notebooks, netebooks, televisões de plasma, LCD e led, internet banda larga,
3g, MSN, Orkut, facebook, Google, twitter,todos esses itens fazem parte da
linguagem e do dia a dia de nossa juventude.
Conectados com todo essa tecnologia crianças,
adolescentes e jovens se comunicam, aprendem, ensinam, desenvolvem a cidadania
e o espírito crítico, a criatividade, a arte e as comunicações.
A tecnologia na educação
requer leituras de vários meios de comunicação como forma de criar novas
visões. Segundo o Prof. Dr. Ladislau Dowbor “as fontes formadoras e informativas das pessoas vêm das
escolas, mas também provêm da televisão”. Portanto esse
meio de comunicação, por exemplo, pode alienar, mas também tem o poder de nos
transformar dando um estilo mais crítico no olhar. Com a internet podemos
explorar e sermos bons navegadores. Enquanto professores podemos orientar por
onde nossos alunos devem/precisam navegar.
Porém, infelizmente na contramão do avanço tecnológico,
está a escola de forma tradicionalista, cada vez mais se distanciando da
realidade de seus alunos, de sua relevância, de sua função de ensinar e
aprender e de possibilitar a formação para a vida, para a cidadania e para o
mundo do trabalho.
Devemos pensar em mudanças
que nos levem em direção a uma nova escola, onde possamos apresentar novas
competências para a sociedade da informação e comunicação, de forma a abordar
possibilidades de construção da rede colaborativa de aprendizagem.
Recontextualizando o papel da escola diante das demandas da sociedade atual.
Enquanto educadores devemos identificar novas formas de aprender e ensinar com
as “TIC” por meio de uma postura crítica e autonômica. Devemos explorar as
diferentes linguagens e formas de representação do pensamento.
Pois de acordo com o Prof.
Dr. Ladislau Dowbor, as escolas são formadoras de novos profissionais, devido à
grande inserção de novas tecnologias em praticamente todos os campos
profissionais, os alunos que estamos formando hoje, daqui a 10 ou 15 anos
estarão entrando nestes espaços profissionais. No entanto o tipo de necessidade
de conhecimento que eles deverão ter será diferenciado do atual.
Contudo os professores que
temos, atualmente, têm dificuldades em acessar essas novas tecnologias. O que
nos leva a crer que não é só mudar o currículo escolar, mas sim repensar a escola
e a educação em um sentido mais amplo. De acordo com o professor e consultor na
área de Educação e de Meio Ambiente Márcio Balbino Cavalcante, a estrutura das
salas de aula deverá mudar. A mudança se inicia e continua com a criação de
certa infra-estrutura tecnológica e de um programa de utilização em que os
professores sejam treinados operacionalmente, capacitados metodologicamente e
filosoficamente para a utilização dessas novas tecnologias na sua prática
pedagógica. Para
chegarmos a escolas “menos lecionadoras e mais organizadoras de conhecimento”
(DOWBOR).
Ultimamente as empresas,
devido sua necessidade em requalificar por meio de novas tecnologias, também
transmitem conhecimento, ou seja, o espaço de conhecimento se modificou e as
escolas precisam ser mais articuladoras desse processo, e não simplesmente
repetir a cada ano conteúdos antigos em novas cartilhas.
O volume de informação se
tornou imenso estamos diante de uma nova sociedade, a sociedade da informação,
com novo formato de receber e transmitir informação, porém o grande problema é
selecionar a informação e aprender a ter acesso a ela.
Educar não é adestrar, nem
governar informações para um indivíduo e sim servir como mediador desse
processo.
O professor precisa sempre
“reciclar” seus conhecimentos e só depois ele poderá ter a competência para
escolher se quer ou não usá-los, se quer ou não praticá-los na educação ou não.
O que não é mais aceitável é que se faça resistência a uma ou a outra
tecnologia, seja ela, de comunicação ou de informação, por insegurança ou falta
de proficiência. Portanto, os professores, educadores e docentes, precisam
estar profissionalmente qualificados e não se pode falar em qualificação sem
assimilação das novas tecnologias. É primordial que os professores se ajustem às
diferentes tecnologias de informação e de comunicação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário