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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Atividade 1.3.

“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu”, frase de Rubem Alves que traduz perfeitamente o ato de educar.

As crianças do século XXI são diferentes das do século passado, pois nascem e crescem em mundos diferentes, com costumes diferentes, com mais tecnologia informatizando e tornando as crianças “precoces” agindo completamente diferente do que as crianças de antigamente. Portanto aquilo que as crianças têm de aprender hoje está diretamente ligado às suas vidas, seja a partir dos pais dentro da própria casa ou com os colegas na escola.

Vivemos em um mundo repleto de inovações tecnológicas. A cada dia novas e variadas formas de informação e comunicação invadem nossas vidas: ipods , iphones, celulares, notebooks, netebooks, televisões de plasma, LCD e led, internet banda larga, 3g, MSN, Orkut, facebook, Google, twitter,todos esses itens fazem parte da linguagem e do dia a dia de nossa juventude.

Conectados com todo essa tecnologia crianças, adolescentes e jovens se comunicam, aprendem, ensinam, desenvolvem a cidadania e o espírito crítico, a criatividade, a arte e as comunicações. 

 A tecnologia na educação requer leituras de vários meios de comunicação como forma de criar novas visões. Segundo o Prof. Dr. Ladislau Dowboras fontes formadoras e informativas das pessoas vêm das escolas, mas também provêm da televisão”. Portanto esse meio de comunicação, por exemplo, pode alienar, mas também tem o poder de nos transformar dando um estilo mais crítico no olhar. Com a internet podemos explorar e sermos bons navegadores. Enquanto professores podemos orientar por onde nossos alunos devem/precisam navegar.

Porém, infelizmente na contramão do avanço tecnológico, está a escola de forma tradicionalista, cada vez mais se distanciando da realidade de seus alunos, de sua relevância, de sua função de ensinar e aprender e de possibilitar a formação para a vida, para a cidadania e para o mundo do trabalho.

Devemos pensar em mudanças que nos levem em direção a uma nova escola, onde possamos apresentar novas competências para a sociedade da informação e comunicação, de forma a abordar possibilidades de construção da rede colaborativa de aprendizagem. Recontextualizando o papel da escola diante das demandas da sociedade atual. Enquanto educadores devemos identificar novas formas de aprender e ensinar com as “TIC” por meio de uma postura crítica e autonômica. Devemos explorar as diferentes linguagens e formas de representação do pensamento.

Pois de acordo com o Prof. Dr. Ladislau Dowbor, as escolas são formadoras de novos profissionais, devido à grande inserção de novas tecnologias em praticamente todos os campos profissionais, os alunos que estamos formando hoje, daqui a 10 ou 15 anos estarão entrando nestes espaços profissionais. No entanto o tipo de necessidade de conhecimento que eles deverão ter será diferenciado do atual.

Contudo os professores que temos, atualmente, têm dificuldades em acessar essas novas tecnologias. O que nos leva a crer que não é só mudar o currículo escolar, mas sim repensar a escola e a educação em um sentido mais amplo. De acordo com o professor e consultor na área de Educação e de Meio Ambiente Márcio Balbino Cavalcante, a estrutura das salas de aula deverá mudar. A mudança se inicia e continua com a criação de certa infra-estrutura tecnológica e de um programa de utilização em que os professores sejam treinados operacionalmente, capacitados metodologicamente e filosoficamente para a utilização dessas novas tecnologias na sua prática pedagógica. Para chegarmos a escolas “menos lecionadoras e mais organizadoras de conhecimento” (DOWBOR).

Ultimamente as empresas, devido sua necessidade em requalificar por meio de novas tecnologias, também transmitem conhecimento, ou seja, o espaço de conhecimento se modificou e as escolas precisam ser mais articuladoras desse processo, e não simplesmente repetir a cada ano conteúdos antigos em novas cartilhas.

O volume de informação se tornou imenso estamos diante de uma nova sociedade, a sociedade da informação, com novo formato de receber e transmitir informação, porém o grande problema é selecionar a informação e aprender a ter acesso a ela.

Educar não é adestrar, nem governar informações para um indivíduo e sim servir como mediador desse processo.

O professor precisa sempre “reciclar” seus conhecimentos e só depois ele poderá ter a competência para escolher se quer ou não usá-los, se quer ou não praticá-los na educação ou não. O que não é mais aceitável é que se faça resistência a uma ou a outra tecnologia, seja ela, de comunicação ou de informação, por insegurança ou falta de proficiência. Portanto, os professores, educadores e docentes, precisam estar profissionalmente qualificados e não se pode falar em qualificação sem assimilação das novas tecnologias. É primordial que os professores se ajustem às diferentes tecnologias de informação e de comunicação.

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